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27/09/2011

Bancários entram em greve em todo o país

Categoria reivindica aumento de 5% acima da inflação, e instituições oferecem só 0,56%

Uma grande fatia dos trabalhadores bancários decidiu cruzar os braços a partir desta terça-feira (27) para pedir aumentos nos salários e maiores benefícios para a categoria. A classe parou em todos os Estados, mas ainda não é possível estimar quantas pessoas pararam em todo o país e quais os serviços que serão mantidos em meio à greve.

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) estima que mais de 483 mil pessoas trabalhem no setor. Os dados são da Contraf-CUT de 2010.

A reportagem do R7 entrou em contato com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e região, que não quis estimar quantas agências seriam afetadas no Estado.

Os bancários pedem maior participação nos lucros, contratação de mais empregados, melhores condições de trabalho e, principalmente, 5% de aumento real nos salários. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) oferece 0,37% de aumento real.

O R7 também procurou a Febraban, mas ninguém foi localizado para comentar o início da greve.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirmou que, "novamente, os donos dos bancos, que tanto ganham às custas dos brasileiros, forçaram a categoria a entrar em greve, diante da falta de resposta às principais necessidades dos trabalhadores".

Segundo ela, houve cinco reuniões com representantes dos bancos, que, em um primeiro momento, ofereceram 0,37% de aumento real para os trabalhadores. Depois, esse percentual subiu para 0,56%, o que desagradou aos funcionários.

- Os bancos podem pagar mais. O lucro líquido dos sete maiores do setor, descontadas todas as despesas, cresceu quase 20% nos primeiros seis meses deste ano, chegando aos R$ 26,5 bilhões. Mas além do reajuste salarial, os bancos estão devendo muito nas contratações e na melhoria das condições de trabalho e de segurança da categoria. Essa dívida é com os bancários e com toda a sociedade.

Na quarta-feira (28), a categoria se reúne novamente para definir os novos rumos da paralisação.

Os trabalhadores pedem reajuste real de 5%, vale-alimentação, vale-refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de um salário mínimo (R$ 545), PLR (participação nos lucros) de três salários mais R$ 4.500, piso salarial de R$ 2.297,51.

Segundo o Dieese, a remuneração média dos admitidos nas agências do Sudeste é de R$ 2.754,84. Em todas as outras, esses salários estavam entre R$ 1.589,38 (Norte) e R$ 1.983,93 (Sul).

Além disso, a categoria quer o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança nas agências, ampliação das contratações e combate às terceirizações.

As instituições financeiras oferecem reajuste de 8%, sendo 0,56% de aumento real sobre o salário; PLR de 90% salário, mais parcela fixa de R$ 1.186,66, limitado a 7.741,12 ou 2,2 salários, limitado a R$ 17.030; e PLR adicional 2% lucro líquido, divido igualmente entre os  bancários, limitado a R$ 2.587.

Fonte:

r7

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