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03/07/2012

Dólar muda de rumo e volta a subir

Moeda passou a maior parte da manhã operando em queda. Diretor do BC disse que banco pode voltar a comprar dólares.

Após passar a maior parte da manhã em queda, o dólar inverteu o movimento e passou a subir, depois que o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou em entrevista que a autoridade monetária pode atuar na compra de dólares também. Por volta das 15h30, a moeda norte-americana subia 0,604%, vendida a R$ 1,999.

"Dizer que (o BC) pode vir a atuar na compra e não só na venda fez com que o mercado virasse automaticamente. O mercado está respeitando o governo", afirmou o especialista em câmbio da Icap Corretora, Italo dos Santos, sobre a declaração do diretor do BC.

A última vez em que o BC atuou adquirindo moeda no mercado à vista foi em 27 de abril, quando o dólar estava cotado pouco abaixo de R$ 1,90.

Mais cedo, a moeda dos Estados Unidos recuava em relação ao real, refletindo o movimento de queda das últimas sessões, causado por uma melhora do sentimento nos mercados internacionais e também por atuações do BC.

Somente nos últimos três dias de negócios, o dólar perdeu 4,35%, diante do otimismo nos mercados internacionais depois que líderes da União Europeia (UE) tomaram decisões na cúpula da semana passada para combater a crise da dívida da região.

O operador de câmbio da Interbolsa do Brasil Ovidio Soares acredita ainda que o mercado de câmbio doméstico está volátil e sofre com especulação. "O mercado é assim mesmo: há momentos de muita especulação e exagero, tanto para cima, quanto para baixo", disse.

No exterior, o sentimento do investidor era impulsionado pela expectativa de anúncio de novas medidas de estímulo pelos bancos centrais. Espera-se que o Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, corte sua principal taxa de juros para a mínima recorde de 0,75% em sua reunião na quinta-feira.

Dados dos Estados Unidos também alimentava o apetite por risco. O Departamento do Comércio do país informou que os novos pedidos para bens manufaturados avançaram 0,7% durante o mês de maio. Economistas previam crescimento de 0,2%

Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial brasileira caiu 0,9% em maio frente a abril, marcando a terceira queda mensal seguida. Em relação a maio do ano passado, a indústria registrou um recuo ainda maior, de 4,3% - o nono resultado negativo consecutivo e o mais intenso desde setembro de 2009, quando fora registrado declínio de 7,6%.

Na véspera, o dólar fechou com queda de 1,11%, cotado a R$ 1,9874. Trata-se da menor cotação no fechamento desde o dia 29 de maio deste ano, quando encerrou a R$ 1,9864 na venda.

Fonte:

G1

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